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DO CUSPO

por Crónicas da Maternidade, em 19.10.14

Como mãe de primeira viagem, e apesar de não ler livros de instruções de nada, decidi, para bem da minha filha, ler um ou outro livro.

Apesar de ter estudado psicologia, considero-me uma nódoa como tal. Mas sou uma gaja dos afectos. E, por isso, mega fã de algo que aprendi com alguém: sou fã do cuspo.

Cuspo? Perguntam-se. Sim, aquele cuspo que sai dos beijos, lambedelas, mordidelas, trincadelas e outras "elas" que damos aos nossos filhos.

E não consigo perceber como se pode sugerir minimizar beijos, abraços, carícias, mimos e tudo o resto que é pegajoso à brava. E deixa as crianças cheias do cuspo dos afectos.

Acho inclusive que muitos dos adultos deste mundo são uns deficientes emocionais exactamente por falta de cuspo na infância.

E acredito também que as mulheres têm um percurso ainda mais difícil: pois como se educa alguém para estudar bastante mas não esquecer os amigos, cuidar da casa mas não ser escrava das tarefas, andar bonita mas não demais, querer ser alguém na vida mas não se esquecer dos afectos?

A minha resposta para isto é cuspo!

Porque quando olhamos para trás, agora que somos adultos e ninguém nos muda as fraldas, são só os momentos do cuspo que interessam.

Posto isto vou ali encher a minha filha de cuspo volto já

publicado às 20:48



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